Segundo o estudo, publicado pela revista “Época” de 16 de Outubro de 2006, todos os veículos juntos, automóveis, motos, autocarros, camiões, tractores e outros, produzem 4% da poluição do ar. Em contraste, a poluição total produzida pela criação de animais ruminantes, 28%, mais os seus dejectos, 4%, resulta nuns impressionantes 32% da contaminação da atmosfera com metano.
A desproporção revelada por este estudo é impressionante. Pode perceber-se, pelas suas conclusões, que entre os maiores responsáveis pela poluição, pelo aquecimento global e pela destruição da camada de ozono encontramos os humanos comedores de carne que sustentam uma indústria pecuária sem precedentes em toda a história da humanidade.
A eructação, arrotos dos bois, e os gases menos nobres são responsáveis pela liberação dessas enormes quantidades de gás metano. O alimento consumido, gramíneas, forma um caldo onde estão presentes bactérias: “quando o animal respira, o gás é liberado juntamente com o gás carbónico”, explica a cientista da Embrapa Meio Ambiente, Magda Aparecida Lima.

Considerando cerca de 165 milhões de animais, para falarmos apenas no rebanho bovino brasileiro, produzindo anualmente uma média de 60 quilos de metano cada, pode-se imaginar as proporções mundiais da questão.
Segundo Magda Aparecida Lima, o metano possui um poder de aquecimento global vinte e uma vezes maior que o gás carbónico (CO2). As emissões de gás carbónico e metano estão entre as principais responsáveis pelo progressivo aquecimento do planeta. A fermentação dos alimentos nos estômagos do rebanho bovino mundial produz emissões de metano da ordem de 80 milhões de toneladas por ano. Quando cresce o nível desses gases na atmosfera, a Terra passa a reter mais energia solar junto ao solo, fazendo com que o planeta aqueça, à semelhança do que acontece numa estufa de jardinagem.
Não pretendo julgar quem come carne. Trata-se de algo cultural, a ser tratado com respeito. Curiosamente, quando investigamos sobre as causas e efeitos do aquecimento global, não encontramos grandes referências a este assunto.
In Rumos http://rumos.org
Vi isto no Blogue “Rumos” e decidi colocar aqui! De facto está um artigo muito bem conseguido e informativo!
Disseram coisas...