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o domador de tornados

Para o canadiano Louis Michaud, um engenheiro petroquímico refor­mado de 67 anos, uma das energias alternativas do futuro pode estar num fe­nómeno natural temido em todo o plane­ta: os tornados. Se, em muitas regiões, há quem tudo faça para conseguir escapar a estes turbilhões atmosféricos que podem atingir os três quilómetros de diâmetro e, nos casos de maior intensidade, produzir ventos com velocidades superiores a 500 quilómetros/hora, Michaud quer aprovei­tá-los para gerar energia para milhares de casas e fábricas.

Dito assim parece assustador, até por­que os tornados são difíceis de prever e, ainda mais, de controlar, mas o que o cana­diano propõe não é aproveitar a energia de tornados naturais mas produzir ele pró­prio os seus. Para isso, desenvolveu uma máquina a que chamou motor de vórtice atmosférico, que se assemelha a um cilin­dro com uma abertura no topo e um ele­mento de aquecimento na base que, segun­do ele, funciona quase como uma lareira caseira: «O ar quente é conduzido para uma câmara circular que faz com que ele gire quando sobe, formando um pequeno tornado. A energia é depois captada por turbinas colocadas junto ao motor e trans­formada em electricidade», explicou o in­ventor independente ao «Expresso».

O projecto é tudo menos o fruto de um capricho ocasional. Michaud passou os úl­timos 40 anos a estudar tornados e fura­cões e está convencido que é possível trans­formar esta abordagem pouco convencio­nal numa alternativa energética comercial­mente viável. Para demonstrar a tecnolo­gia, construiu já protótipos capazes de criar pequenos tornados que se elevam à altura da sua garagem.

A máquina final deverá ter 200 metros de diâmetro e 35 de altura, e alimentará 20 turbinas capazes de produzir no seu con­junto 200 megawatts de energia eléctrica, o suficiente para abastecer 200 mil casas. Não necessitaria de qualquer combustível para produzir o calor necessário ao seu fun­cionamento, já que a proposta do inventor canadiano passa por aproveitar o calor des­perdiçado pelas centrais termoeléctricas tradicionais que, em vez de ser libertado para a atmosfera, alimentaria o motor. «O vórtice poderia ter um diâmetro de 30 me­tros na base e elevar-se a uma altitude de “mais de 15 mil quilometros”, revela Michaud.

O inventor já patenteou a tecnologia e criou uma empresa para o desenvolver, AVEtec Energy, mas procura agora entre 3 a 6 milhões de euros de investimentos de empresas para concretizar o projecto à es-cala-piloto. «Não vejo qualquer razão para que, com um plano de desenvolvimento ambicioso, a tecnologia não esteja a ser ex­plorada comercialmente dentro de cinco anos. Estamos a procurar investimentos tanto públicos como privados», revelou.

A ideia captou já alguns entusiastas res­peitáveis, incluindo Kerry Emanuel, perito em furacões do Massachusetts Institu-te of Technology, mas mesmo alguns dos optimistas levantam dúvidas sobre a capa­cidade de domar um remoinho de gran­des dimensões. Michaud admite ter vá­rias respostas para este problema, a mais simples das quais passa por, simplesmen­te, desligar o fornecimento de calor na ba­se do motor.

«Os primeiros motores de vórtice se­riam construídos em localizações isoladas e os testes iniciais decorreriam sob condi­ções atmosféricas estáveis. A tecnologia não será colocada no mercado até que a capacidade de iniciar e terminar o vórtice esteja demonstrada», garante.


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  1. Ana
    24 de Janeiro de 2009 às 22:56

    Isto parece algo um pouco irreal,quase ficção científica.Mas se funcionar,sou a favor…
    Beijokas

  2. Rosy
    1 de Fevereiro de 2009 às 18:11

    ole xD
    realmente e algo tao inovador, iria solucionar mtos problemas em relaçao a sustentabilidade ..
    e axim k nascem as grandes coisas,,, algo k parece impoxivel… mas vao ver , daki a uns anos aind vamos ouvir falar mto disto… axu k realmente e uma boa soluçao!
    beijinhs

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